
O dia tão pesado em suas costas
Como se o vento desviasse o seu próprio bem
Difícil foi não perceber que seu olhar estava em busca
Daquilo que ainda nem havia de vir
O céu se fez em cinza, pintando os jornais nas ruas
Talvez devesse falar o quanto o chão os separa
Mas agora já é tarde, nem tropeço e nem levanto
Ela assistia a chuva vir lhe visitar
As cinzas de quarta fazem isso
Banham seu corpo com outros corpos
Molha a alma de vida e furta o curto habito no outro dia
Acostumada em cores erradas, se procura em páginas borradas com café
O frio mais uma vez se aproxima
Mas desta vez ela vê os olhos de quem a leva
A matilha a persegue como de antes
As velhas quadras te esperam, sem cair das escadas...
Ela foge, só que agora sem chorar
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