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sábado, 31 de julho de 2010

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Sentado à Beira do Caminho
Roberto Carlos
Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos


Eu não posso mais ficar aqui
A esperar!
Que um dia de repente
Você volte para mim...

Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim
Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim...

Meu olhar se perde na poeira
Dessa estrada triste
Onde a tristeza
E a saudade de você
Ainda existe...

Esse sol que queima
No meu rosto
Um resto de esperança
De ao menos ver de perto
O seu olhar
Que eu trago na lembrança...

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Vem a chuva, molha o meu rosto
E então eu choro tanto
Minhas lágrimas
E os pingos dessa chuva
Se confundem com o meu pranto...

Olho prá mim mesmo e procuro
E não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança
À beira de uma estrada...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Carros, caminhões, poeira
Estrada, tudo, tudo, tudo
Se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha
E vê que eu
Estou morrendo lentamente...
Só você não vê que eu
Não posso mais
Ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira
Por você
Sentado à beira do caminho...
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...
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Já faz um tempo, que mantenho o mesmo comportamento
Que seguro os mesmos sentimentos tolos e vãos
O desapego se torna uma batalha que um dia será vencida
Hoje ainda não

Antes eu era demodê por admirar o amor
Agora estou fora de moda, por eu não saber descartar pessoas
Elas para muitos não valem mais nada
Apenas corpos que divertem com data de validade

Assim eu me tornei e todos nos tornaremos, foras de moda
Se acaso essa nova visão de relação se torner algo inexorável

Eu ainda não ganhei medo de me calar sobre o que sinto
Sobre a dor que em mim carrego
Para uns soa triste
Para a Causa, é motivo de orgulho assunto nas mesas de fúteis bares

Não, eu ainda não temo a minha própria dor
Expostas com as entranhas ensanguentadas
O que eu temo foi ver você não voltar mais a ser o que era
E se perder em tendências e no seu próprio orgulho

O certo, é saber que todos são livres de escolhas
Livres para ferirem, magoarem e causarem dores
Livres para expor seus pensamentos não importando a tristeza do próximo

Um dia a liberdade dará consciência de que isso tudo apenas prende
E que na verdade...perdera-se uma grande chance se ser simples e feliz
E que por pouca coisa magoamos definitivamente
As pessoas que mais nos quiseram bem
Afastando estas de nossas vidas (da tua vida)
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

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Deserto
por Dhiego Thambars

Eu havia te visto no meio do deserto
Onde a areia não me permitira senti-la
No entanto, era acordar no meio de tal tempestade e lá estava você.
Fazendo-me perceber que tudo não passava de um falso oásis

Eu havia te visto
E o meu tempo não parou, ao contrario.
O relógio voltara a bater e a prosseguir sem seus segundos doloridos
Enquanto te via

E mesmo no calor das areias do deserto
Nada fora tão frio que seus perdidos olhos
Nenhuma estação poderia definir tamanho gelo
Nem inverno nem inferno

Os desertos me deixavam mais calmo
Pois possível era não avistar ninguém
Porem você é tormenta
Areia que penetra pequenos espaços mesmo quando não convidada

O deserto não me cabe mais
Aprumar-me é preciso
Esperar anoitecer para guiar-me entre as estrelas
E fugir mais uma vez, da mudança do nosso clima
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ah, as mulheres de trinta....

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*Linguiça
A medida que envelheço e convivo com mulheres, valorizo mais ainda as que estão acima dos 30.
Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma coisa que queira fazer...e geralmente é alguma coisa bem mais interessante.
Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer, elas definitivamente não ficam com quem não confiam.
Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem, você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem...
Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens...Por que será, heim??
Mulheres mais velhas são diretas e honestas, elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela, basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!
Para todos os homens que dizem: 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?', aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem porquê? Porque 'as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!'..
Nada mais justo!


Arnaldo Jabor
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O Crocodilo e o Braço (parte 1)

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Por Dhiego Thambars

Certa vez um garoto perto dos seus sete anos de idade passeava pela floresta sem a presença de seu Pai. A emoção era tamanha por der ido tão longe sem o observância do olhar paterno que não cabia nele tanta alegria. Sua distração com o tempo fora tamanha que acabara por se perder em meio aquele enorme labirinto verde. Esse menino se considera sozinho pois a maioria das crianças de sua idade morava perto da cidade, tendo ele apenas os pensamentos fantasiosos como companheiro nas horas de brincar.
A brincadeira foi se estendendo durante o dia e ele por si só percebera que estava perdido na floresta, porém não se desesperara em meio aquele mundo novo que encontrara pelo contrario avistara ali um lago e lá foi beber um pouco d'água. Ao chegar reparou que uma pequena vegetação se mexia rapidamente, como se algo se escondesse com sua chegada. O garoto de inicio assustou-se com tal barulho, mas a curiosidade vinda de sua natureza infantil fez com que falasse mais alto que o medo, então este foi se aproximando da pequena moitinha quando se depara com um pequenino lagartinho. O animalzinho estava machucado e provavelmente sem sua mãe, senssibilizado o garoto resolve enviar o pequeno lagarto em seu bolso e decide então cuida-lo.
Já em sua casa, o menino rapidamente o esconde em uma caixinha perto do jardim e retorna para o lar já sabendo que ouviria poucas e boas de seu pai e de sua mãe. Instintivamente o garotinho toma a decisão de não contar o ocorrido aos seus pais e decide que cuidar do pequeno lagartinho seria sua missão. Durante muito tempo, o menino o alimentou, ensinou a nadar, brincavam o tempo todo. Ao voltar da escola ia logo de encontro ao lagarto.
Com o passar do tempo o menino percebera que esse lagartinho crescera e já não cabia mais na caixinha que reservará para ele, sua calda estava mais longa assim como seu apetite e este começará a desobedecer seus pedidos de não ultrapassar alem do jardim. Sabiamente o menino percebera que por mais triste que fosse a constatação viu que seu amigo lagarto estava crescendo e que era para o próprio bem dele voltar a lagoa que fora criado para crescer realmente e enfrentar o mundo que o esperava. Decidido o menino assim o fez e levara para a floresta. De inicio o pobre animal se amedrontou relutava em ficar, o menino muito seu amigo ficava boa parte do tempo com ele até que ele se acostumasse ao ambiente, dedicava todo o seu tempo para ele. O menino se sentia feliz em ver que a cada dia que passava o lagarto ou melhor o Crocodilo se tornara independente dono de si e isso o orgulhava muito.
No entanto quando tudo parecia bem em sua relação, o já rapaz notara que seu amigo réptil já não lhe tinha mais o mesmo interesse como na infância. Toda vez que ao lago chegara o Jovem percebera que o comportamento do Réptil andava agressivo por demais, como se o seu amigo não pertencesse ao mesmo meio que ele. Várias e várias vezes o rapaz tentou acalmar seu companheiro e voltar a brincar como nos velhos tempos, mas a impaciência do animal aumentara ao ponto de uma ruptura pré anunciada ocorrer. Foi então que este momento chegou.
Na véspera o jovem rapaz foi levar para o amigo peixe cru que ele gostava por demais, o pequeno jovem crocodilo o recebera muito bem, no entanto não quis saber de seu presente, mostrara ao amigo estomago cheio, de imediato o Jovem notou que o crocodilo não precisava mais dele, sabia caçar, nadar e andar pela floresta sozinho, entristecido com esta constatação ele foi embora, mas sem antes de dar um abraço e um carinho na barriga de seu amigo como sempre fizera. Já em seu quarto ele deitado em seu travesseiro refletia, sobre todos aqueles três anos vividos, que não só ensinou como também aprendeu a gostar do diferente e que uma relação que parecia ser impossível era capaz de se tornar bela. Pensando nisso não titubeou, decidiu que iria construir uma pequena cabana e lá ficar por mais tempo para com seu amigo. Juntou um punhado de coisas para carrega e lá se fora na direção da floresta. Ao chegar lá algo estranho estava acontecendo. De súbito levara uma rasteira e fora derrubado por algo muito forte, a dor foi tamanha em dua queda que não conseguira levantar e pelo chão ficara com a dor. Ele gritava pelo seu amigo para vir salva-lo, escutava barulhos pela mata como se alguém se rastejasse, muito esforçosamente conseguiu se reerguer e levantou a cabeça para entender quem o derrubou até perceber que o dono do ataque a sua pessoa era seu próprio crocodilo. Inconformado com tal cena, o rapaz se põe a chorar enquanto o crocodilo o ameaça com os olhos, estes já não mais reconhecido pelo seu – ex amigo. Na tentativa desesperadora para evitar o rompimento de sua amizade, o rapaz estende um dos braços que um dia acarinhou a barriga de seu amigo e pela sua surpresa testemunha o seu membro ser engolido pelo já desfigurado amigo. Agarrando com os dentes, antes de arrancar o seu braço por inteiro, o crocodilo gira de um lado para o outro dilacerando não só parte do seu corpo como também parte de sua alma a alguém que ele um dia confiou.... ( continua)
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

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Time Of Your Life
Another turning point
a fork stuck in the road
Time grabs you by the wrist
directs you where to go
So make the best of this test
and don't ask why
It's not a question
but a lesson learned in time

It's something unpredictable
but in the end it's right
I hope you had the time of your life

So take the photographs
and still frames in your mind
Hang it on a shelf
of good health and good time
Tattoos of memories
and dead skin on trial
For what it's worth
it was worth all the while

It's something unpredictable
but in the end it's right
I hope you had the time of your life [X3]

O Tempo de Sua Vida
Outro momento decisivo
Uma bifurcação cravada na estrada
O tempo te agarra pelo pulso e
te mostra aonde ir
Então, dê o seu melhor nesse teste e não
Pergunte por que
Essa não é uma pergunta,
Mas sim uma lição que se aprende na hora certa.

É algo imprevisível
mas no final é certo
Espero que você tenha curtido o tempo de sua vida

Então pegue as fotografias e as imagens
Dispersas em sua mente
Coloque-as na prateleira da boa saúde
E dos bons tempos
Tatuagens de memórias
e cicatrizes em julgamento
O que vale a pena
Valeu durante todo o tempo

É algo imprevisível
mas no final é certo
Espero que você tenha o tempo de sua vida [X3]
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Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que respeita a valores e educação, desenha estes sugestivos cartoons








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